A força e o poder do exemplo: para quem tem filhos ou deseja tê-los

Os últimos textos postados aqui no blog da Altiva Foco em Pessoas foram dedicado para tratar sobre a força e o poder do exemplo na criação dos filhos (clique aqui e acesse os textos anteriores). Acredito que esse é um dos pontos mais importantes para o qual os pais devem ficar atentos ao criar os filhos. Digo isso porque foi o que eu aprendi em casa desde pequena.

Lembranças marcantes, exemplos de vida

Nunca me esqueço de uma história que minha mãe contava sobre o meu pai. Meu pai morreu muito novo. Eu tinha apenas dois anos de idade. Meus dois irmãos são mais velhos que eu, com uma boa diferença de idade. E como sou a “rapa do tacho”, perdi alguns fatos da convivência familiar que antecederam ao meu nascimento.

Por isso, às vezes, minha mãe contava alguns casos para mim de quando eu ainda não tinha nascido e eu sempre adorava saber essas coisas. Um dia, ela me contou que quando a minha irmã mais velha nasceu, a primeira coisa que o meu pai fez foi parar de fumar. Ele disse para ela que pararia de fumar porque não queria que os filhos tivessem esse exemplo dentro de casa. E realmente parou. Nunca mais colocou um cigarro na boca. Não que ele fumasse horrores, mas ele tinha a consciência da força do seu exemplo dentro do lar.

Essa história, além de ter um valor sentimental para mim por vários motivos, tem uma sabedoria pura. Ela demonstra que, se realmente quisermos, somos capazes de mudar as situações e nos conduzir por outros caminhos. E isso se aplica à criação dos filhos. Os pais têm o poder de transformar, moldar a criança. É como se ela fosse um pedaço de argila que vai sendo, aos poucos, trabalhado, amaciado, tomando forma e contornos pelas mãos do artesão. E dá trabalho! Muito!!! Mas não quer dizer que é impossível.

Tarefa de casa

Foi me lembrando dessa história e refletindo sobre o assunto que resolvi escrever um pouco mais sobre ele e dedicá-lo aos pais e futuros pais, ou seja, para quem já tem ou deseja ter em um futuro próximo filhos e desejam cultivar somente bons exemplos no convívio diário com eles.

Acredito que todo mundo que tem ou quer ter filhos tem a mesma preocupação: a de ter condições financeiras para suprir todas as necessidades de uma criança, fornecendo a ela alimentação, educação de qualidade, lazer, além de ser capaz de formar as bases morais do pequeno, ensinando-o a ser uma pessoa de bem, confiante em si mesmo, com saúde psíquica, para ser um adulto equilibrado, resolutivo e bem-sucedido na vida. De forma bem resumida e abrangente, não é isso? Todo mundo quer o bem para o filho.

E para alcançarmos isso, precisamos sustentar a relação com a criança de bons exemplos, convivência saudável e positiva. Mas será que todos os nossos comportamentos e atitudes do dia a dia são sempre corretos, bons, positivos? Lembrando que quando falo de comportamentos ou atitudes englobo também gestos, feições, referências, etc.

Colocando em prática

Assim, para que cada um descubra quais são os comportamentos, as atitudes, os hábitos ou os costumes que pratica e alimenta em sua rotina que precisam ser mudados, sugiro que vocês dediquem um tempo para fazer uma tarefa simples, mas que vai ajudar a trabalhar o autoconhecimento, ou seja, vai auxiliá-los a se conhecerem melhor! Antes de você saber o que deve ser feito, é importante que tenha a consciência de que:

  • Esse trabalho você não vai conseguir fazer somente em um dia. São dias, meses, o tempo que você achar necessário e até quando você acreditar que alcançou os seus objetivos.
  • O ideal é você registrar tudo o que for descobrindo com as suas reflexões e todas as ações que você tomou e os resultados alcançados. Sugiro que você separe um caderno ou um bloco de notas no celular para você fazer os seus registros.
  • O ideal é fazer registros diários, mesmo se forem pequenos e resumidos. O importante é você depois ler e reconhecer qual é aquele momento ou situação que você descreveu ali.
  • Seja sincero com você mesmo. Se você não for, quem vai ser?
  • Tenha persistência e coragem. Se pensar em desistir, lembre-se de que o bem que você promoverá não será somente para você, mas principalmente para seus filhos (ou futuros filhos). Sabe aquela famosa máxima grega “conhece a ti mesmo”? Lembre-se de que é essa a chave para a solução de muitas de nossas dores e conflitos.

Bem, se você deseja potencializar seus comportamentos e, consequentemente, seus exemplos, parabéns!

O passo a passo

Vou descrever o processo em passos, mas eles não precisam andar linearmente. Eles podem ser conectados de diferentes formas. O que vai depender é a sua necessidade.

Em primeiro lugar, reflita e analise quais são os seus hábitos, costumes, atitudes e comportamentos no dia a dia. É claro que você não vai se lembrar de tudo ao mesmo tempo. Por isso, reflita e avalie os seus hábitos e costumes, seja a sua forma de falar, de expressar sentimentos, de se relacionar com os outros, de agir. Descubra quais são os vícios emocionais, psicológicos, sociológicos, entre outros, que alimentam o seu cotidiano. Preste a atenção nos reflexos que eles provocam nas pessoas a sua volta e, principalmente, em seus filhos. A partir do momento que você possui consciência plena de quais são os hábitos que precisa mudar, transformá-los se torna muito mais fácil.

Compartilhe com o seu companheiro ou companheira seus achados e analisem juntos o que pode e deve ser feito. Envolva o(a) seu(sua) parceiro(a) no processo de mudança, porque com certeza ele(a) também faz parte desses ciclos atitudinais.

Sugiro que você relacione os achados que encontrar e reflita em maneiras de como você pode mudar cada uma das situações. Mas aplique as mudanças uma a uma. Faça uma e aplique-a por pelo menos 21 dias corridos até conseguir implantar um novo hábito para você e seus filhos.

Sobre os hábitos

Os hábitos são padrões de comportamento que estruturamos para alcançar ou cumprir determinadas tarefas de forma a não nos desgastarmos com tantos detalhes no dia a dia. Eles passam a ser um costume que ajuda a automatizar nossos afazeres diários. Se passamos a ter consciência deles, isso começa a nos dar poder para mudá-los ou adequá-los de acordo com a nossa necessidade de melhoria. E toda mudança positiva reflete nas pessoas que estão à nossa volta de diversas maneiras.

Sem dúvida, a proposta de nos conscientizarmos e mudarmos nossos hábitos não é fácil. O importante é que você se dê a liberdade para fazer aquilo o que realmente você dá conta de fazer e não ficar estático ou endurecido frente ao novo, pois toda mudança pode ser paulatinas e gradual. Assim, repeite o seu ritmo e a sua capacidade de autotransformação. Mas lembre-se de sempre nunca parar.

Na próxima semana vamos continuar o assunto, propondo um upgrade, um desafio para você que está disposto mudar hábitos e ser um exemplo melhor para seus filhos. Na próxima segunda, tem mais!

Se você não leu os textos anteriores que tratam sobre “a força e o poder do exemplo”, acesse o blog da Altiva Foco em Pessoas  e consulte os textos publicados. Você pode encontrar algo que está precisando.

Precisando de ajuda, envie um e-mail para a Altiva Foco em Pessoas que eu irei te ajudar no que for possível. 

Um abraço e boas reflexões!